Madeira Hotel - Quinta Casa Velha do Palheiro - Luxury Country House

 
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A criação do Palheiro Estate

A criação do Palheiro Estate teve início em 1801 através do 1º Conde do Carvalhal, João Esmeraldo, e está situado na área verde do Palheiro Ferreiro. A principal utilidade da casa era servir de pavilhão de caça e residência de Verão. O Conde garantiu o fornecimento de água através de uma levada (curso de água) perto de Pico Ariero (segundo pico mais alto da ilha), a cerca de 18 quilómetros de distância para um pequeno reservatório. Ele conseguiu a ajuda de um paisagista francês para a criação da Quinta. A sua influência está patente na largura e espaço das avenidas projectadas, em que a principal - uma avenida repleta de plátanos - com início no pavilhão de caça é ladeada por nada mais nada menos que 100 árvores. A Norte da casa foram plantados pomares.
Para manter a herdade o Conde empregava mais de 200 homens. A sua reputação era a de um senhor bondoso e muito respeitado por toda a ilha.
O Conde também importou espécies de árvores de todo o mundo. Diz a tradição que, nos tempos primordiais da Quinta, o Conde recebeu muitas espécies de árvores raras de Dom João VI (João, o Clemente) e de comandantes de navios.

Os Condes costumavam ter cavalos na propriedade, os seus estábulos eram normalmente situados no meio do círculo de plátanos que ainda hoje é possível ver a Norte da piscina. Também existiam cercas com veados e outros animais.

Os Condes exercitavam os seus cavalos de carruagem no Pico do Cavalo, acima da avenida de plátanos. Um outro passeio apreciado era até ao "folly" ou mirante, a caminho do Balancal pelo pinhal, cujo acesso era através de uma via íngreme, subindo pelo monte até ao seu cume.
Em ambas estas estradas alguns dos bancos revestidos com azulejos azuis e brancos, dos quais ainda permanecem vestígios, ainda podem ser vistos.

Na década de 20, para tornar a casa mais habitável, foram acrescentadas 2 alas novas. Na cave da casa encontravam-se salas de armazenamento com chão feito de terra batida, o que permitia criar as condições ideais para o armazenamento de fruta.
O rés-do-chão, com os seus salões, foi enriquecido com tectos decorativos e frescos com motivos botânicos nas paredes.
A entrada foi pintada com frisos de ramos de bolotas, o emblema do Conde. As paredes laterais do hall podiam ser abertas de modo a transformar todo o rés-de-chão num salão de baile espaçoso.

Foi construído um "folly" numa colina acima da Quinta; trata-se de um templo octogonal de estilo neo-clássico que actualmente foi adaptado como emblema do Palheiro Estate. No tempo do Conde, damas e cavalheiros reuniam-se no "folly" depois das caçadas e, desde essa altura, permanece como `ruína´. Consta também que os namorados da época utilizavam o templo como ponto de encontro!

Foi mais ou menos por esta altura que o Conde também mandou construir uma capela, no estilo barroco simples, dedicada a São João Baptista. Na festa do Santo Padroeiro, todos os empregados da herdade se juntavam e decoravam o edifício antigo com flores, rezavam o terço e pediam que os seus patrões vivessem mais um ano para que pudessem continuar a espalhar a felicidade entre eles. No entanto, nesses tempos longínquos as coisas eram diferentes e o último dos Carvalhais costumava ficar sentado à janela da sala de jantar, a vinte e tal metros de distância, observando o padre através da porta aberta da capela a celebrar a missa. Para além de ser mais confortável, era também mais prático.

´Dizia-se que a casa e a capela, bem como o misterioso caminho por entre as cameleiras, tinham uma visita própria de um outro mundo! A última dama dos Carvalhais regressava à sua antiga casa, vagueava pelo jardim, entrava pelas portas da capela, e nunca mais era vista a sair…´

Um inglês que visitou a Quinta a 13 de Janeiro de 1826 escreveu, “a casa é modesta no tamanho e também na arquitectura, mas elegante e confortável e os jardins que a rodeiam são ricos em plantas e flores. As camélias eram o principal ornamento, produzindo flores vermelhas e brancas que rivalizavam com a rosa em forma e tonalidade, mas que não tinham o seu belo aroma."

Para conhecer melhor a história do Palheiro Estate, escolha um dos seguintes links:


 

 
 
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